Economia


FGTS começa a ser usado para quitar dívidas no Desenrola Brasil

Nova modalidade permite usar até 20% do saldo ou R$ 1 mil para renegociar débitos pelo aplicativo do FGTS
29/05/2026 às 14:12 Atualizado: 05/06/2026 às 21:41 Agência Brasil

Trabalhadores de todo o país já podem utilizar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas em atraso por meio do programa Desenrola Brasil. A medida começou a valer nesta segunda-feira (25) e permite o uso de até 20% do saldo disponível no fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor. A autorização deve ser feita diretamente pelo aplicativo do FGTS.

Segundo o governo federal, a nova modalidade será voltada para renegociação de dívidas como cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC). A expectativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é movimentar até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS com a medida. O processo será feito pelas instituições financeiras após autorização do trabalhador no aplicativo.

Depois da renegociação, a Caixa Econômica Federal ficará responsável por transferir os valores diretamente aos bancos. O prazo estimado para formalização das operações é de até 30 dias após a consulta do saldo disponível. Não será necessário comparecer presencialmente às agências da Caixa para concluir o procedimento.

O governo também informou que poderão ser usados valores de contas ativas e inativas do FGTS. A prioridade será dada às contas inativas. Quem aderir à modalidade terá suspensão temporária de novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até que o saldo seja recomposto.

Quem pode aderir

A nova modalidade será destinada a trabalhadores com renda mensal de até R$ 8.105. A adesão dependerá da autorização do titular para que os bancos tenham acesso aos valores disponíveis no FGTS. O uso do dinheiro acontecerá somente depois da renegociação da dívida dentro do programa.

Além da nova modalidade do Desenrola, o governo confirmou o pagamento de valores residuais do saque-aniversário para cerca de 10,5 milhões de trabalhadores. O crédito será realizado no dia 26 de maio para pessoas demitidas sem justa causa entre 2020 e 2025 que aderiram ao saque-aniversário.

Segundo o governo federal, o desbloqueio estimado é de R$ 8,4 bilhões. Os depósitos serão feitos automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS. Permanecerão bloqueados apenas valores ligados a contratos de antecipação ainda ativos.

Antes da liberação dos recursos, parte do saldo poderá deixar de aparecer temporariamente no aplicativo do FGTS. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, isso acontece por causa do processamento interno necessário para a atualização dos valores e liberação dos recursos.

Como vai funcionar
O trabalhador poderá usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil para renegociar dívidas. O acesso será feito pelo aplicativo do FGTS, onde será necessário autorizar que instituições financeiras consultem os valores disponíveis. Depois disso, os bancos poderão apresentar propostas de renegociação dentro do programa.
A medida busca reduzir o número de pessoas endividadas e ampliar as possibilidades de negociação para trabalhadores com dificuldades financeiras. O governo também aposta na redução da inadimplência e no aumento da circulação de recursos na economia.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Coletamos dados para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com nossa política de privacidade.