Novembro Azul: mês de conscientização sobre a saúde do homem
Novembro Azul é uma celebração que visa alertar aos homens sobre a relevância do câncer de próstata, tumor sólido mais frequente nos homens após os 50 anos de idade, com exceção do câncer de pele.
O Instituto Lado a Lado pela Vida iniciou a campanha ‘Novembro Azul’ em 2011, com o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata.
As principais doenças da próstata são a prostatite e dois tipos de tumores (benigno e maligno), patologias bastante frequentes no homem.
A partir dos 40-50 anos, a glândula pode sofrer crescimento do seu tecido normal, provocando a hiperplasia benigna da próstata (HBP), podendo causar problemas urinários.
Mas a próstata pode também ser acometida por câncer, que nos estágios iniciais não apresenta sintomas e tem grandes chances de cura quando tratado precocemente.
Os tumores da próstata podem ser de baixa agressividade, de agressividade intermediária ou altamente agressivos. Esse tipo de câncer chega a atingir em torno de 16% dos homens e sua frequência aumenta com a idade.
Quando diagnosticado nas fases iniciais, a cirurgia ou a radioterapia podem curar o câncer da próstata, porém, em fases mais avançadas não existe cura, mas o câncer pode ser neutralizado e permanecer inativo quando a ação do hormônio masculino (testosterona), é bloqueada.
A testosterona é responsável pela alimentação da próstata e o bloqueio se dá através de injeções ou pela castração cirúrgica do portador de câncer avançado da próstata.
O tumor benigno ou a hiperplasia prostática benigna é também mais frequente quanto maior for a idade do paciente e ocorre mais que o câncer da próstata, pois chega a atingir quase 70% dos homens acima de 70 anos.
A HPB começa a aparecer a partir dos 40 anos de idade e se caracteriza por um aumento da próstata apenas no local, diferentemente do câncer, que se espalha provocando as metástases. O aumento benigno da próstata passa a ser um problema quando dificulta a passagem da urina, porque, ao crescer, a próstata pode obstruir a uretra, que passa por dentro dela.
Sintomas da Hiperplasia Prostática Benigna
– necessidade de urinar durante a noite (uma, duas, três, várias vezes);
– aumento da frequência urinária diurna;
– diminuição da força e do calibre do jato urinário;
– demora para iniciar a micção;
– sensação de urgência para urinar e às vezes até perda de urina nessas situações, entre outras.
Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Em fase avançada, os sintomas são: dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência e presença de sangue na urina e/ou no sêmen.
Entre os fatores de risco estão, histórico familiar de câncer de próstata (pai, irmão e tio); obesidade e raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer.
Diagnóstico, tratamento e prevenção
A única forma de possibilitar a cura do câncer de próstata é com o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou com 50 anos e sem estes fatores, devem ir ao urologista para realizar o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos e, se necessário, fazer o exame de PSA.
PSA é a sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico. Trata-se de um exame de sangue que mede a quantidade de antígenos produzida pela próstata.
O fato do PSA estar elevado não representa câncer, mas é um sinal de alarme indicando alguma anormalidade da próstata, como aumento da glândula, inflamação, infecção, e, inclusive, o câncer.
Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal, reforçando sua importância para o diagnóstico e o tratamento precoces.
Para tratar doença localizada (que só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos), cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos.
Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é a terapia hormonal.
A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.
O diagnóstico precoce e a possibilidade de cura só existem quando se faz exames rotineiros, pelo menos uma vez ao ano.
