Saúde


Caneta emagrecedora brasileira de semaglutida chega por R$ 452

Ozivy começou a ser distribuída nas farmácias após aprovação da Anvisa; EMS estima custo médio mensal abaixo de R$ 300 no início
19/06/2026 às 18:42 Atualizado: 19/06/2026 às 20:44 Anvisa

A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil chegou às farmácias nesta semana. O medicamento, chamado Ozivy, é fabricado pela EMS e passou a ser distribuído após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A distribuição começou pelas capitais na segunda-feira (15) e deve alcançar todo o país até julho. O preço informado pela empresa para uma caneta é de R$ 452, enquanto o pacote inicial de tratamento pode reduzir o custo médio mensal.

Segundo a EMS, as canetas com doses para os primeiros 90 dias de tratamento serão vendidas por R$ 863,23. Nesse formato, o valor médio mensal fica em torno de R$ 287 durante o período inicial.

A semaglutida é uma substância que atua de forma semelhante a um hormônio produzido pelo intestino após as refeições. Ela ajuda no controle da glicose no sangue ao estimular a liberação de insulina, reduzir a produção de glicose pelo fígado e retardar o esvaziamento do estômago.

Foto: Arquivo PessoalMedicamento produzido pela EMS é a primeira versão brasileira de semaglutida aprovada pela Anvisa

Mercado em mudança

A chegada da versão nacional ocorre após o fim da patente da semaglutida. Com isso, outras empresas passaram a desenvolver medicamentos com a mesma substância e o mercado começou a apresentar mudanças nos preços.

Depois do anúncio das novas opções, fabricantes também informaram reduções de valores para disputar espaço nas farmácias. Atualmente, as doses iniciais de tratamentos com semaglutida podem ser encontradas em uma faixa entre R$ 399 e R$ 599, conforme o produto e a apresentação.

A EMS informou que, neste primeiro ciclo de abastecimento, serão disponibilizadas mais de 500 mil canetas para distribuição no país. A empresa também anunciou uma opção com duas canetas de 1,0 mg por R$ 896, mas ainda sem data definida para chegar às prateleiras.

Além do preço, a disponibilidade do medicamento passa a ser um dos pontos acompanhados por pacientes e profissionais de saúde. O uso da semaglutida deve seguir indicação médica e acompanhamento durante o tratamento.

Foto: EMS/Divulgação

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