Economia


Janeiro terá bandeira verde e alívio na conta de luz

Segundo a Aneel, cenário considera volumes de chuva e níveis dos reservatórios registrados no fim de 2025
24/12/2025 às 12:13 Atualizado: 31/12/2025 às 11:59 Agência Brasil

A conta de luz dos consumidores brasileiros começará 2026 sem cobrança adicional. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (23) que, em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde, o que significa ausência de custo extra na fatura de energia.

Segundo a Aneel, mesmo com o início do período chuvoso marcado por volumes abaixo da média histórica, em novembro e dezembro houve, de forma geral, manutenção das chuvas e dos níveis dos reservatórios das usinas no país. Esse cenário permitiu reduzir a necessidade de acionamento das usinas termelétricas.

“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, explicou a agência.

Em dezembro, a bandeira tarifária já havia sido reduzida do patamar vermelho 1 para o amarelo. Com isso, o custo adicional caiu de R$ 4,46 para R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O Ministério de Minas e Energia informou que a adoção da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética, sem necessidade de acionamento intensivo das termelétricas. Essas usinas têm custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

A pasta também destacou que, apesar do crescimento das fontes renováveis como solar e eólica, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A produção depende diretamente do volume de chuvas nas principais bacias hidrográficas.

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias indica os custos variáveis da geração de energia no Sistema Interligado Nacional. Quando a bandeira é verde, não há acréscimo na conta. Nas bandeiras amarela ou vermelha, a fatura sofre aumento conforme o consumo de energia.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

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