Dengue


SC registra mais de 62 mil focos do Aedes aegypti em dezembro

Estado contabiliza mais de 134 mil notificações de dengue e reforça ações de mobilização e controle do mosquito
12/12/2025 às 12:13 Atualizado: 18/12/2025 às 17:47

Santa Catarina chegou a 62.209 focos do Aedes aegypti em 263 municípios, segundo o Informe Epidemiológico divulgado em 1º de dezembro pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). O avanço ocorre junto ao aumento das notificações de dengue.

De acordo com dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), o estado soma 134.231 notificações da doença, sendo 25.734 casos prováveis. No mesmo período, foram confirmados 21 óbitos, enquanto outros três seguem em investigação. Entre os 295 municípios catarinenses, 184 estão classificados como infestados pelo mosquito.

O diretor da DIVE, João Augusto Fuck, afirma que o cenário envolve fatores ambientais e comportamentais. “As condições climáticas atuais favorecem a reprodução do Aedes aegypti e, ao mesmo tempo, ainda enfrentamos desafios para que a população mantenha práticas preventivas de forma contínua. O enfrentamento é complexo: não basta eliminar criadouros, é preciso manter a vigilância permanente e fortalecer o engajamento de todos. A dengue já faz parte do nosso cenário epidemiológico e demanda uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a comunidade”, destaca.

A SES reforça que o trabalho conjunto com os municípios segue em andamento, com ações de mobilização e controle do vetor em todas as regiões do estado.

Aumento da chikungunya

O informe também registrou 2.799 notificações de chikungunya em Santa Catarina. Desse total, 840 são casos prováveis e 699 tiveram confirmação laboratorial. O número representa aumento de 577,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando haviam sido contabilizados 124 casos prováveis.

Até o momento, quatro óbitos pela doença foram confirmados. A chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito, provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor muscular, dor de cabeça, cansaço extremo e manchas vermelhas na pele. Em situações graves, pode levar à internação e ao óbito, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.

A Secretaria reforça que o envolvimento da população é decisivo para reduzir o avanço da doença em Santa Catarina.

Ações preventivas

A mobilização da comunidade é considerada essencial para impedir a reprodução do Aedes aegypti. As orientações seguem as práticas já recomendadas pela Vigilância Epidemiológica.

Entre as principais medidas estão evitar água acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas e latas; não deixar materiais sem uso em pátios e terrenos; tratar piscinas com cloro ou mantê-las vazias quando fora de uso; manter lagos e tanques limpos; lavar vasilhas de animais ao menos uma vez por semana; colocar areia nos pratinhos de plantas; esvaziar acúmulos de água em folhas; manter lixeiras fechadas e armazenar pneus em locais cobertos.

A SES reforça que eliminar pontos de água parada é a principal forma de interromper o ciclo de reprodução do mosquito em áreas urbanas e rurais.

Foto: Divulgação/SES

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