Santa Catarina registra mais de 55 mil focos do Aedes aegypti
Santa Catarina registrou 55.350 focos do mosquito Aedes aegypti em 263 municípios neste ano. De acordo com o Informe Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES), até 6 de outubro de 2025 foram registradas 123.257 notificações de dengue, sendo 25.384 casos prováveis.
A SES reforça a importância da prevenção contra as arboviroses. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), em parceria com equipes municipais e regionais, realiza inspeções, mutirões e ações educativas para eliminar criadouros do mosquito.
“Precisamos redobrar os cuidados, principalmente nessa época do ano, quando ocorre o aumento das chuvas e das temperaturas, condições favoráveis para a reprodução do mosquito Aedes aegypti”, alerta o diretor da Dive, João Augusto Fuck.
Municípios infestados e mortes confirmadas
Entre os 295 municípios catarinenses, 183 são considerados infestados pelo mosquito. No período, o estado confirmou 20 mortes por dengue e outros quatro óbitos seguem em investigação.
A SES orienta que a população procure atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. O diagnóstico precoce ajuda a reduzir o risco de agravamento da doença.
Casos de chikungunya aumentam
O mesmo informe aponta 2.644 notificações de chikungunya no estado, com 803 casos prováveis e 688 confirmados. O número representa um aumento de 552,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 123 casos prováveis. O estado mantém quatro mortes confirmadas pela doença.
A chikungunya também é transmitida pelo Aedes aegypti. Os sintomas incluem febre alta, dores nas articulações, dor muscular, dor de cabeça, cansaço e manchas na pele. Em casos graves, pode levar à internação e óbito, principalmente entre idosos e pessoas com outras doenças.
Ações para eliminar criadouros
A Dive orienta que a população adote medidas simples para evitar a reprodução do mosquito. Entre as recomendações estão:
- Evitar o acúmulo de água da chuva em pneus, tampas de garrafas, latas e copos;
- Não acumular materiais descartáveis em terrenos ou pátios;
- Tratar piscinas com cloro e esvaziar as que não estão em uso;
- Manter tanques e lagos limpos ou com peixes que se alimentem de larvas;
- Lavar semanalmente os potes de água e comida dos animais;
- Colocar areia nos pratinhos de plantas e limpar folhas acumuladas com água;
- Manter lixeiras tampadas e pneus em locais secos e cobertos.
