HRSP oferece pré-natal especializado em gestações de alto risco
O Hospital Regional São Paulo, de Xanxerê, conta com um setor de atendimento especializado nos cuidados com as mulheres diagnosticadas com gestação de alto risco, o Pré-Natal de Alto Risco (PNAR). Em 2025, o hospital registrou 1.485 atendimentos. Atualmente, a média é de 36 consultas por semana - cerca de 140 atendimentos mensais. O objetivo dos atendimentos especializados, é garantir o acompanhamento pré-natal seguro durante toda a gestação, com monitoramento rigoroso da condição clínica da mãe e do bebê.
Conforme os profissionais do PNAR, são consideradas gestantes de alto risco condições que geram complicações para a mãe, o bebê ou ambos. Entre os critérios para a classificação de risco estão: o histórico gestacional, a detecção de doenças pré-gestacionais, como hipertensão, e as doenças desencadeadas no decorrer da gestação, como oligodramnia e polidramnia, doenças cardiovasculares, epilepsia, diabetes gestacional, tireopatias, doenças renais, anemia, entre outros.
O médico obstetra responsável pelos atendimentos do PNAR, João Gustavo Rodrigues, ressalta a importância do atendimento ofertado. Segundo ele, o acompanhamento é essencial para que toda a gravidez se desenvolva da melhor forma. “São gestações que geralmente tem complicações, tanto para a mãe quanto para as crianças, e precisamos ter um acompanhamento mais rigoroso para tentar reduzir ou minimizar as consequências das patologias”, conta.
O atendimento é ofertado de forma gratuita e abrange municípios de todo grande Oeste de Santa Catarina. As consultas são realizadas nas terças à tarde e nas quintas-feiras durante todo o dia. A enfermeira supervisora da Maternidade e do Pré-Natal de Alto Risco, Rosângela Godói, destaca que o fluxo dos atendimentos acontece a partir do encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS), buscando ofertar um acompanhamento gestacional mais eficiente e cauteloso com gestações de risco.
“Nós damos seguimento para que esse pré-natal fique mais completo e rigoroso. Buscando reduzir riscos maternos e fetais, garantir monitoramento contínuo e especializado, possibilitar intervenções precoces e melhorar o desfecho da gestação”, finaliza a enfermeira.
Foto: HRSP
