Bolsa sobe 34% em 2025 e dólar recua mais de 11% no ano
A Bolsa de Valores brasileira encerrou 2025 com alta acumulada de 34%, o melhor desempenho anual em nove anos. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário, fechou o último pregão do ano, nesta terça-feira (30), aos 161.125,37 pontos, após subir 0,40% no dia. De acordo com reportagem da CNN Bracil, é o maior avanço desde 2016, quando o índice teve valorização de 38,9%.
Somente em dezembro, o Ibovespa registrou alta de 1,3%. O pregão foi marcado por menor volume de negócios, cenário comum no fim do ano, e por ajustes técnicos feitos por investidores antes do feriado de Ano Novo.
No mercado de câmbio, o dólar encerrou a última sessão de 2025 em queda de 1,58%, cotado a R$ 5,4890. No acumulado do ano, a moeda norte-americana recuou 11,2% frente ao real, apesar de ter subido 2,9% em dezembro.
A formação da Ptax, taxa de referência usada na liquidação de contratos futuros, também influenciou o comportamento do câmbio, aumentando a volatilidade no último pregão do ano.
Indicadores econômicos no radar
Ao longo do dia, investidores acompanharam a divulgação de dados do mercado de trabalho no Brasil. A taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, segundo o IBGE. É o menor índice desde 2012. O número de pessoas ocupadas chegou a 103,2 milhões, enquanto a população desocupada recuou para 5,644 milhões.
Apesar do avanço no emprego, os dados do Caged mostraram desaceleração na geração de vagas formais. Em novembro, foram criados 85,9 mil postos de trabalho com carteira assinada, resultado inferior ao registrado no mesmo mês de 2024 e o pior novembro desde o início da nova série, em 2020.
No acumulado de 2025, o país criou cerca de 1,9 milhão de empregos formais. O Ministério do Trabalho atribui o ritmo mais lento dos últimos meses ao impacto da taxa básica de juros, que segue em 15% ao ano.
Cenário externo e contas públicas
O mercado também reagiu à divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. O documento indicou divergências entre os membros do comitê sobre a continuidade do ciclo de cortes de juros, o que trouxe cautela aos investidores.
Outro dado observado foi o aumento da dívida pública bruta do Brasil, que chegou a 79% do Produto Interno Bruto (PIB) em novembro, segundo números oficiais.
Mesmo com esse cenário, o desempenho da Bolsa em 2025 reflete um ano de valorização dos ativos brasileiros, acompanhado pela queda do dólar frente ao real.
