Avicultura de SC mantém liderança nacional em 2025
A avicultura industrial de Santa Catarina encerrou 2025 mantendo a liderança no cenário nacional e presença constante no mercado internacional. A avaliação é do diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Jorge Luiz de Lima, ao analisar os principais indicadores do setor ao longo do ano.
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O Estado respondeu por 26,3% do volume de carne de frango exportado pelo Brasil e por 22,8% da receita gerada com as vendas externas. Enquanto o país registrou produção recorde e leve retração nas exportações, Santa Catarina ampliou produção e faturamento, apoiada na diversificação de mercados e na organização da cadeia produtiva.
A produção catarinense de carne de frango cresceu 2,5% em relação a 2024. No mesmo período, a receita avançou 6,3%, resultado que ajudou a compensar o aumento de 6,5% nos custos de produção, pressionados principalmente pela logística. Segundo a ACAV, o cenário econômico, com juros em torno de 15%, dificultou investimentos e acesso a capital de giro.
No comércio exterior, Santa Catarina manteve protagonismo. Arábia Saudita, Japão, Países Baixos, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido estiveram entre os principais destinos. Ao longo do ano, Reino Unido e México ampliaram as compras, fortalecendo a base de mercados e reduzindo riscos comerciais.
No contexto nacional, as exportações brasileiras de carne de frango recuaram cerca de 2%, influenciadas por embargos temporários após a confirmação de um foco de influenza aviária em maio. Ainda assim, o faturamento do país com exportações superou US$ 5,4 bilhões em 2025. De acordo com a ACAV, a resposta sanitária e os protocolos de biosseguridade contribuíram para a retomada dos mercados e refletiram positivamente em Santa Catarina.
No mercado interno, o consumo permaneceu elevado, com o frango mantendo espaço na mesa dos brasileiros. O setor fechou o ano com preços estáveis e margens sustentadas. O desempenho confirma o papel de Santa Catarina, responsável por pouco mais de um quarto das exportações nacionais, e mantém expectativas de continuidade da produção e dos mercados em 2026.
