Segurança Pública


Polícia Civil elucida homicídio ocorrido em Xaxim

Por: Sanny Borges 05/11/2025 às 10:29 Atualizado: 11/11/2025 às 21:21

A Delegacia da Comarca de Xaxim, concluiu, na terça-feira (4), o inquérito policial que apurava um homicídio doloso que vitimou Raymo Silvestre da Paz, de 22 anos, ocorrido no dia 18 de maio deste ano, por volta das 23h40, no bairro Terezinha, em Xaxim.

Depois de serem informadas pela população acerca de um possível “tiroteio” no Bairro Santa Terezinha, as Polícias Militar, Civil e Científica se deslocaram até o local, constando que o automóvel pertencente à vítima apresentava marcas de disparos na lataria, grande volume de sangue e as portas abertas.

A vítima, por sua vez, já havia sido socorrida e encaminhamento ao Hospital Frei Bruno, vindo a óbito em decorrência dos ferimentos provocados pelos disparos de arma de fogo.

Durante o comparecimento ao local de crime, as forças policiais verificaram a existência de vestígios distribuídos em cerca de 80 metros a partir do automóvel da vítima, sendo coletados nove estojos de calibre 9x19mm e um projétil do mesmo calibre.

Além disso, foi constatado que os disparos foram efetuados do lado direito da via, atingindo a lataria e o painel do veículo, bem como o muro de uma residência localizada na parte oposta. Outro automóvel, estacionado próximo ao endereço, também foi alvejado, apresentando perfurações em um farol e no vidro. As manchas de sangue coletadas indicaram o deslocamento de dois indivíduos após a prática do crime.

As investigações envolveram a colheita de múltiplos depoimentos de testemunhas, as quais relataram que, antes do homicídio, houve um confronto verbal entre o suspeito e a vítima, motivado por desavenças. Segundo os relatos, o suspeito teria se evadido pelos fundos de uma residência e, posteriormente, efetuado múltiplos disparos de arma de fogo, ocasionando a morte da vítima.

O autor do crime foi identificado como sendo um homem de 30 anos, o qual, no período dos fatos, encontrava-se de saída temporária do estabelecimento prisional onde cumpria pena pela prática de outro crime. Ao ser interrogado, exercendo o seu direito constitucional ao silêncio, optou por não responder às perguntas.

Diante de todas as provas, o suspeito, que atualmente se encontrava foragido da Justiça, foi indiciado pela prática de homicídio qualificado pelo emprego de arma de fogo de uso restrito, cuja pena é de reclusão de 12 a 30 anos. 

O inquérito policial, devidamente concluído, foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para análise e adoção das medidas cabíveis no âmbito da persecução penal.

Fotos: PCSC

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