Caso Patrícia Fernandes: ex-companheiro é condenado a mais de 25 anos de prisão
Na madrugada da última sexta-feira (27), após cerca de 17 horas de julgamento, Jean Rodrigues, 24 anos, e José Rodrigues, 46 anos, receberam a sentença pelos crimes praticados contra Patrícia Fernandes, 19 anos, e o irmão e a cunhada da jovem, em agosto de 2020. Somadas as penas, o rapaz foi condenado a 25 anos e 4 meses, e seu pai a dois anos de reclusão. Ambos foram presos preventivamente logo após o ocorrido, em setembro de 2020.
O crime ocorreu por volta das 8h30 do dia 30 de agosto do ano passado, quando Jean e os pais dele foram até a casa do irmão de Patrícia (Lucas Fernandes), na rua Luiz Fellipi, no bairro Pinheiro, onde ela estava morando. Segundo os réus, a intenção era buscar a filha do ex-casal, que à época tinha menos de 2 anos de idade e estava no local dos fatos. Do trágico encontro, resultou a morte de Patrícia e graves lesões em seu irmão Lucas e sua cunhada Gabriele Fachini.
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Com o resultado do julgamento, Jean permaneceu preso, para cumprir o restante da pena. Já José vai poder cumprir em regime aberto. Jean foi condenado pelo assassinato de Patrícia (18 anos e 8 meses), com os agravantes de motivo torpe - por não aceitar o fim do relacionamento, e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O feminicídio não foi reconhecido pelos jurados, conforme pedia o Ministério Público. Pela tentativa de homicídio contra o irmão dela, ele pegou a pena de 5 anos e 4 meses de reclusão e 1 ano e 4 meses por lesão corporal contra a cunhada da jovem.
Os jurados não reconheceram o crime de tentativa de homicídio, mas de lesão corporal contra as vítimas Lucas e Gabriele, no caso de José. Ele recebeu a pena de um ano por cada crime. Os laudos periciais mostraram que Patrícia levou oito facadas, Lucas foi ferido com 14 facadas e Gabriele 9 facadas. A arma usada no crime não foi encontrada.
O julgamento teve início ainda na manhã de quinta-feira (26), sem a presença de público, devido à pandemia. O júri foi presidido pela juíza Marisete Turatto Pagnussatt, da Vara Criminal de Xanxerê, o Ministério Público foi representado pela promotora Ana Cristina Boni e o advogado dos réus foi Cristiano Toffolo.
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