Vini Jr brilha, Brasil bate Escócia e vai à segunda fase em 1º no Grupo C
Com uma exibição de gala, o Brasil venceu a Escócia por 3 a 0 no Hard Rock Stadium, em Miami, e confirmou a classificação na liderança do Grupo C. O jogo teve baile de Vini, novo artilheiro da “era Ancelotti”, mais um gol de Cunha e a esperada estreia de Neymar na Copa do Mundo. A Seleção enfrenta o segundo colocado do Grupo F na segunda-feira (29), às 14 horas, em Houston.
Poucos minutos bastaram para a Seleção Brasileira demonstrar que sairia do Hard Rock Stadium com a primeira colocação do Grupo C. Com uma equipe agressiva e subindo as linhas de marcação, o Brasil não deixava a Escócia respirar.
Esta postura da Amarelinha foi ilustrada por Bruno Guimarães aos quatro minutos. O volante aproveitou uma saída de bola errada da Escócia, avançou e cruzou na área, mas Gunn ficou com a bola.
Dois minutos depois, porém, Vini bailou. E Gunn dançou. Tudo começou quando Rayan bloqueou o passe de McKenna, criando uma assistência para o camisa 7. Vini dominou, deixou o goleiro no chão com um drible e chutou para abrir o placar e se tornar o maior artilheiro da era Ancelotti, com seis gols.
Para a Escócia, o que restava era apelar para ligações diretas, o famoso chuveirinho ou bolas paradas, já que, com setores jogando juntos e linhas aproximadas, o Brasil cedia pouco campo aos europeus.
No setor ofensivo, a Seleção seguia em ritmo intenso. E em uma saída de bola adversária, Vini aproveitou um descuido de Hendry, roubou a bola e colocou entre as pernas de Gunn para marcar o segundo. O árbitro mexicano, porém, anulou o gol após revisão do VAR apontar suposta falta no lance.
Mas com um volume de jogo expressivo, o Brasil empilhava chances. E quando Cunha desarmou e deu para Bruno Guimarães, o volante achou cruzamento precioso para Vini, que se posicionou atrás de Hendry, e cabeceou para ampliar.
Na segunda etapa, a Escócia voltou disposta a diminuir o prejuízo e passou a forçar mais jogadas, já que a chance de perder a classificação na terceira posição aumentava conforme o cronômetro avançava.
Do outro lado, a Seleção seguia soberana e desfilava sua melhor atuação nesta Copa do Mundo. Aos 14 minutos do segundo tempo, Casemiro encontrou belo passe para Bruno Guimarães, que invadiu a área, puxou a marcação para o centro e tocou para a direita para Matheus Cunha marcar o terceiro.
Com o jogo sob controle, o técnico Carlo Ancelotti aproveitou para poupar o time. E deixá-lo mais estrelado: aos 30 minutos, Cunha deixou o campo para a entrada de Neymar, maior artilheiro da história da Seleção.
O camisa 10, logo em sua primeira participação, deixou Vini de frente para o gol. O camisa 7 quase marcou seu terceiro. A grande exibição do Brasil no Mundial terminou com defesa sem ser vazada, liderança do grupo e moral elevada.
Foto: CBF
