Coral Arautos do Grande Rei reúne gerações em Xaxim
O Salão Paroquial da Igreja Matriz de Xaxim recebeu, no domingo (9), o concerto “Vozes que Ecoam”, promovido pelo Coral Arautos do Grande Rei. O evento reuniu coralistas e ex-integrantes em uma celebração que marcou o encerramento do projeto “O Canto Coral Vivo na Cidade de Xaxim: Vivências e Vozes que Permanecem”, desenvolvido pela Associação Coral Arautos do Grande Rei.
Fundado em 1972 por Frei Alfonso Vicente Vogel, o coral consolidou-se como espaço de formação musical e humana, envolvendo crianças, jovens e adultos ao longo das décadas. A maestrina Giseli Linhares Felix, ex-coralista e atual responsável pelo grupo, conduziu a abertura do encontro, seguida de apresentações da formação atual com obras como Laudate e Christus Lux Mea.
O público também acompanhou a participação do ex-coralista Beto Batistella, que interpretou Con te Partiro, ao piano de Magali Marlene Scur Malinski - primeira organista do coral. Batistella voltou ao palco para se juntar ao grupo na execução de Panis Angelicus.
Vozes que atravessam o tempo
O reencontro contou ainda com a regência de maestros convidados que fizeram parte da trajetória do coral. Fabiano Zoldan regeu Horizontes, e o maestro Marcio José Buzatto, bacharel em Regência Coral pela UFRGS, conduziu o Hino do Coral Arautos do Grande Rei - composição de Frei Alfonso - e Freude, a clássica Ode à Alegria de Beethoven. O encerramento foi marcado por Hallelujah, de Handel, interpretada por todas as vozes reunidas.
O projeto, contemplado em primeiro lugar no edital “Circuito Catarinense de Cultura”, promovido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), teve como meta resgatar a tradição coral e conectar gerações. A coordenação geral foi de Karize Keili Rizzoto, e a produção cultural, de Guilherme Coveseviski, com apoio da Prefeitura de Xaxim na etapa final.
Ao longo de 2025, outras apresentações integraram a iniciativa, como O Início de Uma Tradição, Cantigas e Crenças e Canções do Brasil, todas voltadas ao resgate da memória e à valorização da prática coral no município.
“O projeto é um ato de fé e resistência cultural. O coral é a prova viva de que a arte transforma vidas. Continuamos cantando porque cada voz carrega a memória de quem já passou por aqui e a esperança de quem ainda virá. As vozes que ecoam hoje são as mesmas que, há décadas, fortalecem a alma de Xaxim”, afirmou a maestrina Giseli Linhares Felix.









