Luciano Peri fala sobre as novas estações hidrometeorológicas no Oeste
por Deisiana Damarat
A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina segue ampliando a Rede de Monitoramento Hidrometeorológico no Oeste do Estado. No início de outubro, foram concluídas as instalações de duas estações: uma em Xanxerê, na ponte do Rio Xanxerê, bairro Nossa Senhora de Lourdes, e outra em São Domingos, às margens do Rio Bonito.
Nos próximos dias, os equipamentos chegarão aos municípios de Abelardo Luz e Passos Maia. O projeto estadual tem como objetivo fortalecer o acompanhamento de cheias e chuvas intensas, com apoio das defesas civis municipais, aumentando a capacidade de prevenção e resposta a desastres naturais na região.
As estações medem, em tempo real, o nível dos rios e a quantidade de chuva. Contam com sensores automáticos, réguas físicas, câmeras e alarmes de segurança. Os dados são transmitidos diretamente à central estadual da Defesa Civil e ficam disponíveis ao público no site oficial do órgão, permitindo o acesso aberto e transparente às informações.
De acordo com o coordenador Regional de Proteção e Defesa Civil, Luciano Peri, a iniciativa reforça o compromisso do Estado com a segurança das comunidades. “O Governo do Estado tem investido fortemente na ampliação da rede de monitoramento hidrometeorológico. Esse trabalho garante informações mais precisas para emitir alertas preventivos, permitindo que os municípios estejam mais preparados para enfrentar eventos climáticos extremos e proteger a população”, afirmou.
Dados para decisões rápidas
A instalação das novas estações permitirá reduzir o tempo de resposta a eventos extremos. Segundo Luciano Peri, o monitoramento em tempo real da chuva, do nível dos rios e de outras variáveis climáticas possibilita emitir alertas com maior antecedência e precisão.
“Essa agilidade aumenta a eficiência das ações de evacuação preventiva, interdição de áreas de risco e mobilização de recursos para o atendimento de eventos extremos”, explicou.
As equipes municipais também passam por capacitações técnicas periódicas promovidas pela Defesa Civil Estadual. O objetivo é treinar agentes locais na interpretação dos dados, uso de plataformas digitais e protocolos de resposta rápida. Esses treinamentos fazem parte do fortalecimento do sistema de proteção civil e garantem que as informações sejam usadas de forma segura e padronizada.
Um dos cursos oferecidos é o Sistema de Monitoramento, Emissão de Avisos e Alertas, com módulos sobre observação continuada de ameaças, padronização de condutas e comunicação de riscos. O conteúdo está disponível no ambiente virtual de ensino da Defesa Civil de Santa Catarina.
Tecnologia a serviço da população
Os dados coletados pelas estações integram o Sistema Estadual de Alerta, que já envia mensagens de SMS gratuitas pelo número 40199. A novidade é a adoção da tecnologia Cell Broadcast, que permite o envio de alertas diretamente aos celulares presentes em áreas de risco, sem necessidade de cadastro prévio.
Para Peri, essa integração torna o sistema mais eficiente. “O objetivo é que as novas estações aperfeiçoem a de dados, permitindo que os alertas sejam ainda mais localizados, assertivos e e basem tempo real”, destacou.
Além dos alertas, as informações coletadas orientam o planejamento de obras preventivas, como bacias de contenção, melhorias em drenagem e readequação de pontes. Esses dados também embasam planos diretores e relatórios técnicos de impacto ambiental, ajudando na definição de investimentos públicos.
Manutenção e confiança nos dados
Cada estação da rede conta com manutenção preventiva e calibração trimestral. O processo inclui medição de vazão, verificação dos sensores e inspeção dos sistemas de comunicação. O monitoramento remoto e os alarmes automáticos sinalizam qualquer falha de energia ou transmissão.
Essas ações seguem o padrão técnico do projeto estadual de expansão da Rede de Monitoramento Hidrometeorológico, garantindo precisão e continuidade nas informações.
Com a ampliação da rede, a Defesa Civil de Santa Catarina fortalece o sistema de prevenção e resposta a desastres, consolidando o Estado como referência nacional na gestão de riscos.
