Lajeado Grande e outros seis municípios de SC têm desemprego zero
O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (9), mostra que Santa Catarina mantém a menor taxa de desemprego do país, com 2,5%, bem abaixo da média nacional de 5,67%. O estudo revela ainda que o Estado tem a segunda maior renda média do país, R$ 2.220, e sete municípios com taxa zero de desemprego, incluindo Lajeado Grande.
O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais que gostariam de trabalhar e aponta que os municípios com desemprego zero são Barra Bonita, Celso Ramos, Coronel Martins, Ibiam, Lajeado Grande, Santa Rosa de Lima e Xavantina. No país, apenas 29 cidades atingiram esse nível.
Fabricio Oliveira, secretário de Estado do Planejamento, ressaltou o papel dos municípios na geração de emprego e renda. “O Censo 2022 representa uma fonte essencial de informações para compreendermos a realidade de nossos territórios. Os dados refletem o compromisso do Estado com políticas que promovem o desenvolvimento humano, a solidez do ambiente produtivo, a inovação e qualificação profissional”, disse.
Renda e evolução
Entre 2010 e 2022, o rendimento médio nominal em Santa Catarina subiu de R$ 1.355,13 para R$ 3.389,43, cerca de 19% acima da média nacional ajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A renda domiciliar per capita do Estado ficou em R$ 2.220, atrás apenas do Distrito Federal (R$ 2.999) e à frente de São Paulo (R$ 2.093). Florianópolis e Balneário Camboriú se destacam com R$ 3.636 e R$ 3.584, respectivamente.
Cerca de 41% dos municípios catarinenses registraram taxa de desemprego igual ou inferior a 1%, totalizando 121 cidades. Considerando até 2%, o número chega a 216 municípios. A taxa de desemprego do Estado caiu de 3,7% em 2010 para 2,5% em 2022.
Perfil do trabalhador
O Censo aponta que 44,84% dos trabalhadores são mulheres e 55,16% homens. A maior parte se declarou branca (75,6%), seguida por pardos (19,4%), pretos (4,6%), amarelos (0,2%) e indígenas (0,2%).
Em termos de escolaridade, 40,2% têm ensino médio completo ou superior incompleto, e 23,7% possuem ensino superior completo. Cerca de 81% dos trabalhadores têm vínculo formal com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou estatutário, a maior taxa do país.
A distribuição por setores mostra que 18,5% atuam na indústria de transformação, 17% no comércio e reparação de veículos, 7,75% na construção e 6,58% na agropecuária. A participação na indústria de transformação é a maior do país, acima da média nacional de 10,2%.
Censo Demográfico
O Censo Demográfico é realizado a cada dez anos pelo IBGE e detalha características da população residente, como trabalho, renda e condições de vida. Os dados permitem traçar políticas públicas, orientar investimentos e analisar tendências econômicas e sociais em municípios, estados e regiões do país.
