Segurança Pública


Sócios de academia são presos em Xaxim por suspeita de comércio ilegal de anabolizantes

Por: Sanny Borges 15/05/2026 às 15:43 Atualizado: 22/05/2026 às 13:35

A Polícia Civil de Xaxim prendeu em flagrante, na tarde de quarta-feira (14), dois homens, de 39 e 34 anos, suspeitos de comercializar ilegalmente substâncias veterinárias, medicamentos e esteroides anabolizantes em uma academia localizada no Centro de Xaxim.

A ação foi realizada pela Delegacia de Polícia da Comarca de Xaxim durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Segundo a investigação, os suspeitos são sócios do estabelecimento.

Durante as buscas, os policiais encontraram em uma das salas da academia diversos materiais que, conforme a Polícia Civil, indicavam a prática de distribuição e aplicação de substâncias injetáveis. Foram apreendidas 17 agulhas avulsas, seringas simples e seringas já preenchidas com líquidos prontos para aplicação, além de papel higiênico com vestígios de sangue.

Também foram localizados frascos de medicamentos veterinários e anabolizantes, entre eles Testobolin, Testoviron, Parabolan, Trestolone Acetate, testosterona e drostanolona, além de outros medicamentos como tadalafila, telmisartana e Alginac.

De acordo com a Polícia Civil, a quantidade de materiais apreendidos e documentos fiscais encontrados no local reforçaram a suspeita de comercialização irregular. Cupons de compras em uma farmácia da cidade apontam a aquisição de 267 agulhas e 29 seringas entre abril e maio deste ano.

A Vigilância Sanitária de Xaxim foi acionada para recolher e realizar o cadastramento dos produtos apreendidos.

Os dois homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia e, acompanhados por advogado, optaram por permanecer em silêncio durante o interrogatório.

Eles foram autuados com base no artigo 273 do Código Penal, que trata da comercialização de produtos terapêuticos ou medicinais sem registro no órgão de vigilância sanitária competente e de procedência irregular. Como o crime é afiançável, a autoridade policial arbitrou fiança de três salários mínimos para cada investigado. Após o pagamento, ambos foram liberados.

O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que darão continuidade às medidas legais cabíveis.

Fotos: PCSC

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