Instituições preparam diretrizes sobre vapes no país
Instituições de pesquisa no Brasil trabalham na elaboração de um documento com orientações para estudos sobre dispositivos eletrônicos para fumar, como cigarros eletrônicos e vapes. A proposta reúne o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes de universidades.
O material deve ser assinado por dirigentes das instituições e integrantes da área científica. A iniciativa busca organizar informações já produzidas e orientar novas pesquisas no país.
Um levantamento feito entre 2019 e março de 2025 identificou 59 estudos nacionais sobre o tema. Os trabalhos analisam impactos na saúde, dados sobre uso e aspectos ligados à regulação e políticas públicas.
Caminhos para pesquisa
O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, afirmou que o seminário reuniu esforços para ampliar o conhecimento sobre o tema. “Queremos fortalecer a base científica que orienta as políticas públicas e ampliar a capacidade de resposta do País a esse desafio, que representa uma ameaça à saúde da população brasileira, sobretudo das novas gerações”, disse.
A pesquisadora Ana Paula Natividade, da Fiocruz, destacou a necessidade de ampliar os estudos. “O avanço acelerado desses produtos e das estratégias da indústria do tabaco exige respostas científicas igualmente rápidas e coordenadas”.
As instituições pretendem usar o documento como base para orientar futuras pesquisas. A proposta também busca apoiar decisões relacionadas à saúde pública.
Os pesquisadores apontam que o tema ainda apresenta lacunas no Brasil. A definição de prioridades deve direcionar novos estudos e ampliar o conhecimento sobre o uso desses dispositivos.
