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Geração Z prefere aulas presenciais e emprego formal

Pesquisa com jovens de 14 a 29 anos mostra valorização do ensino presencial, da carteira assinada e do trabalho híbrido, mesmo com avanço digital
02/01/2026 às 14:17 Atualizado: 09/01/2026 às 22:33 Nexus

A maioria dos jovens brasileiros da chamada Geração Z afirma aprender mais no ensino presencial e prefere ter um emprego com carteira assinada. É o que aponta uma pesquisa realizada pelas instituições Demà e Nexus, com 2.016 entrevistados entre 14 e 29 anos, em todas as regiões do país. O levantamento indica que, mesmo em um contexto de forte presença da tecnologia, a juventude mantém escolhas ligadas à estabilidade e à interação direta.

De acordo com os dados, 81% dos jovens dizem que têm melhor rendimento em aulas presenciais. Já 13% afirmam aprender mais no formato on-line ou a distância, enquanto 4% não veem diferença entre os modelos. Outros 2% não souberam ou não responderam. A preferência pelo presencial é maior entre jovens de 14 a 18 anos, moradores das regiões Norte e Centro-Oeste e pessoas com ensino fundamental ou médio.

A pesquisa também mostra que o uso de tecnologia faz parte da rotina dessa geração. Para 84% dos entrevistados, o conhecimento sobre inteligência artificial é importante para conseguir um emprego. Além disso, 69% consideram a IA uma aliada para otimizar os estudos, enquanto 24% avaliam que ela pode ser prejudicial.

Ensino e tecnologia

Os dados indicam que o contato direto com professores e colegas segue sendo visto como parte central do aprendizado. Mesmo com acesso a plataformas digitais e recursos on-line, a sala de aula presencial aparece como o espaço onde a maioria dos jovens sente maior compreensão dos conteúdos.

As diferenças regionais também aparecem no levantamento. A região Sul é a que apresenta menor adesão ao ensino presencial, com 77%, ainda assim mantendo maioria favorável ao modelo. O estudo aponta que a escolha pelo presencial não elimina o uso de ferramentas digitais, mas reforça a busca por equilíbrio entre formatos.

Trabalho e estabilidade

No mercado de trabalho, a preferência pela formalização é clara. Segundo a pesquisa, 69% dos jovens desejam um emprego com carteira assinada. Outros 29% optam por trabalho informal, sem registro, e 2% não souberam ou não responderam. A carteira assinada aparece associada à segurança e aos direitos trabalhistas.

Quando questionados sobre o modelo de trabalho, quase metade dos entrevistados (48%) prefere o formato híbrido, que combina dias presenciais e remotos. O trabalho totalmente presencial é a escolha de 39% dos jovens, enquanto apenas 11% optam pelo modelo 100% remoto.

Para o diretor da Demà, Juan Carlos Moreno, os dados mostram uma geração que combina o uso da tecnologia com escolhas práticas. Segundo ele, os jovens adotam ferramentas digitais, como a inteligência artificial, mas mantêm o interesse por vínculos formais de trabalho e por ambientes de aprendizado com interação humana.

A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 20 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Foto: Freepik

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