Lajeado Grande


Lajeado Grande tem desemprego zero em SC

Censo 2022 do IBGE mostra Lajeado Grande como único município da região AMAI com taxa zero, entre sete no estado e 29 no país
31/10/2025 às 13:15 Atualizado: 07/11/2025 às 01:53
por  Deisiana Damarat

O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que Lajeado Grande é o único município da região da Associação dos Municípios do Alto Irani (AMAI) com taxa de desemprego zero. O Estado mantém a menor taxa do país, 2,5%, abaixo da média nacional de 5,67%. No país, apenas 29 cidades atingiram esse nível.

O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais que gostariam de trabalhar. Além de Lajeado Grande, os outros seis municípios de Santa Catarina com desemprego zero são Barra Bonita, Celso Ramos, Coronel Martins, Ibiam, Santa Rosa de Lima e Xavantina.

O prefeito Anderson Bianchi explica que a agropecuária é responsável por boa parte do emprego na cidade. “Desde nosso município mais de 90% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dele é agropecuário, então a gente tem um agro bastante forte, então esse emprega todas as famílias e além da família ele tem uma demanda maior de mão de obra externa”, afirma.

Ele também cita indústrias familiares e comércio como contribuintes para a geração de empregos. “Temos mais de 130 CNPJs ativos aqui. Isso mostra uma cultura de bastante trabalho e empreendedorismo. As pessoas montam um negócio e cresce, e também estamos próximos de Xaxim e Xanxerê, onde algumas pessoas optam por ir trabalhar”, acrescenta.

Renda e evolução

Entre 2010 e 2022, o rendimento médio nominal em Santa Catarina subiu de R$ 1.355,13 para R$ 3.389,43, cerca de 19% acima da média nacional ajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A renda domiciliar per capita ficou em R$ 2.220, atrás apenas do Distrito Federal e à frente de São Paulo. Florianópolis e Balneário Camboriú se destacam com R$ 3.636 e R$ 3.584.

Bianchi afirma que o crescimento da renda estadual reflete na realidade de Lajeado Grande. “A renda média dos trabalhadores aqui é uma boa média considerando o estado e o Brasil, principalmente para um município pequeno”, comenta.

O Censo também mostra que 44,84% dos trabalhadores são mulheres e 55,16% homens. A maior parte se declarou branca (75,6%), seguida por pardos (19,4%) e pretos (4,6%). Cerca de 81% têm vínculo formal com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou estatutário, a maior taxa do país.

Setores que mais empregam no estado incluem indústria de transformação (18,5%), comércio e reparação de veículos (17%), construção (7,75%) e agropecuária (6,58%).

Parcerias fortalecem mercado de trabalho

A agropecuária ainda é o principal motor econômico de Lajeado Grande. “Grande parte das pessoas, das famílias que moram na área rural, empregam no campo. Também a prestação de serviço e as indústrias que temos aqui contribuem”, explica o prefeito.

Ele acrescenta que políticas sociais locais ajudam a reduzir o desemprego. “Fazemos triagem para realmente ajudar quem precisa, principalmente idosos, pessoas acamadas ou que passaram por algum problema de saúde. Assim os recursos vão para quem realmente necessita”, afirma.

O município também aderiu à lei da liberdade econômica e criou a Sala do Trabalhador, em parceria com o Sebrae, para dar suporte a novos negócios. “Temos programas de fomento agropecuário, estradas de qualidade, balcão de emprego e intermediação entre empresas e trabalhadores”, diz Bianchi.

Mesmo com o desemprego zero, ele aponta desafios: melhorar arrecadação, aumentar salários e criar alternativas como turismo e novas indústrias. “Essas ações geram empregos diretos e indiretos e aumentam a remuneração”, explica.

Parcerias e futuro

O prefeito ressalta a importância de parcerias entre poder público, produtores e iniciativa privada. “O município precisa auxiliar os geradores de emprego para que eles possam remunerar melhor a mão de obra e empregar mais pessoas. Parcerias são fundamentais para o desenvolvimento”, afirma.

Ele destaca que a prioridade é valorizar empresários locais antes de atrair novos investidores. “Buscamos empreendimentos que tragam arrecadação, qualidade de vida, desenvolvimento, cultura e tecnologia. O plano diretor ajuda a definir a direção certa para o município”, explica.

Entre as prioridades da gestão estão organizar o município, reduzir conflitos políticos, estimular novos negócios desde a escola, melhorar estradas e criar leis de incentivo e fomento. “O objetivo é atrair bons investimentos e melhorar continuamente a economia local”, conclui.

Foto: Prefeitura de Lajeado Grande

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