Economia & Negócios


Consumidor vai pagar mais caro pelo leite, alerta Acats

Por: Francieli Corrêa 17/01/2022 às 17:02 Atualizado: 24/01/2022 às 19:12

Os consumidores catarinenses devem pagar mais caro pelo leite longa vida dos tipos desnatado, semidesnatado e integral, após vigorar a mudança de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do leite, que passará de 12% para 17% , a partir de 1º de abril. A decisão desagradou os supermercadistas, a Associação Catarinense de Supermercados (Acats) alerta que, pelas projeções preliminares feitas pela entidade, a mudança poderá representar um acréscimo superior a 13% ao preço final pago atualmente pelos consumidores.

A mudança de alíquota do ICMS do leite foi aprovada pela Assembleia Legislativa no final do ano passado. Segundo o governo estadual, a intenção é tornar a produção interna mais competitiva,  elevando o ICMS para 17% apenas para o produto que vem de fora do estado, sem afetar o consumidor final. Já a Acats afirma que esse aumento chegará às gondolas dos supermercados. Para a entidade, a decisão "retira da cesta básica um produto essencial para a cesta de compras da população, principalmente as camadas de baixa renda que precisam ter este produto no seu consumo diário, sobretudo para crianças.", afirma. 

O membro do conselho regional da Acats, Ruan Badotti, confirma que o preço do leite vai subir a partir de abril, "Com certeza vai subir bastante o preço do leite. O que prejudica muito o consumidor e o produtor que pode ter o consumo reduzido, pelo preço muito alto", comenta.

A diretoria da entidade criticou ainda a retirada da mercadoria da condição de tributação da cesta básica. "A pandemia combinada com a atual conjuntura econômica está pressionando muito mais o bolso do consumidor. A perda de poder aquisitivo por conta da alta taxa da inflação prejudica ainda mais as classes menos favorecidas, que praticamente utilizam todo o seu rendimento para subsistência, logo, o poder público mais uma vez dá as costas para este contexto, onde qualquer novo reajuste de preços, principalmente em itens da cesta básica, pressiona ainda mais o consumidor."

A associação apela para que o governo e deputados revejam a decisão e afirmou que setor varejista de supermercados foi  pego de surpresa com a alteração. 


Foto: Cristiano Estrela, NSC, BD

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