Família de Xanxerê passa por momentos de apreensão durante a passagem de furacão pela Flórida
O empresário Kaue Wilbert, conhecido como Girino, e sua família passaram por momentos de apreensão durante a passagem do furacão Milton pela Flórida, nos Estados Unidos, durante esta semana. A família, que é natural de Xanxerê, mudou-se para Miami há menos de um ano e mesmo a cidade não estando na rota da tempestade, alguns serviços foram suspensos no local e havia o medo de que fosse atingida de alguma forma.
O furacão causou destruição em várias cidades da região, e, embora tenha perdido força, fortes chuvas e inundações deixaram um rastro de danos e mortos. Muitos moradores foram obrigados a evacuar, e mesmo quem não foi atingido diretamente, como o xanxerense, teve que se manter em alerta.
“A situação agora está controlada. Na região onde nós estamos, que é em Miami-Dade County, não foi dado toque de recolher, nem nada disso, porque não estava na rota do furacão. Mas, claro que durante as últimas 12 horas e 8 horas antes do furacão, as autoridades ficam cuidando disso para poder passar alguma orientação caso ele mude a rota. Então, o medo da galera aqui por perto é que ele virasse a rota durante esse período”, conta Girino.
A família precisou seguir orientações de segurança, como proteger janelas e reforçar a casa contra as tempestades.
“As orientações básicas eram fechar as casas, proteger as janelas porque caso voe alguma coisa, dê uma ventania muito grande ou caia uma árvore, não danifique a janela, assim como não entre água ou vento dentro da casa. Os serviços de escola foram cancelados neste período - na quarta e na quinta - por prevenção, caso tivesse enchente ou algum alagamento, ou algum tornado em alguma região. Porque o problema não é somente o furacão, mas, sim, os tornados que acabam chegando junto com ele”, conta o xanxerense.
Girino ainda menciona que mesmo antes de o furacão tocar o solo foram registrados vários tornados, muitos deles próximos a Miami, resultando em diversos prejuízos. Ele também nota como a rotina mudou na região, com a suspensão de alguns de seus serviços de estofamento de veículos devido à situação emergencial.
Foto: Arquivo pessoal
