Banner Xantur
Banner Otica Prescisao
Banner Funeraria Sao Jose

publicidade

Kadê Imóveis

Ter, 24/01/12 às 10:18 - Visualizações: 3938

Gestante que denunciou médico diz: “Se deixasse para hoje, o bebê corria riscos”

Gestante que denunciou médico diz: “Se deixasse para hoje, o bebê corria riscos”
A gestante, de 40 semanas, conta detalhes sobre as consultas que teve na semana passada

EM TEMPO: a mãe de Cauã, Luciane Cavassini, a gestante que mostrou sua indignação quanto ao atendimento do médico, no hospital, por não encaminhar à cesárea, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) já deu à luz ao menino. Ele nasceu às 22 horas da segunda-feira (23), no Hospital Regional São Paulo, pesando 2.960 kg. Mãe e filho passam bem e devem receber alta, no máximo, na quarta-feira (25).

Luciane contou, durante a manhã desta terça-feira (24), que, se deixasse para fazer o parto hoje, a saúde do filho corria sérios riscos. Segundo ela, já estava dando início à mecônia, ou seja, quando o bebê, dentro da barriga, começa a defecar (as primeiras fezes do bebê).

- Estamos bem, mas se deixasse para fazer o parto hoje, o bebê corria riscos – conta mãe, que se recupera na maternidade, após fazer a cesárea particular.

Gestante denuncia médico por não encaminhá-la ao parto, em atendimento de urgência (às 17h07min)
Luciane Cavassini está grávida de um menino, que vai se chamar Cauã. Ela já está na 40ª semana, isto é, período considerado adequado para fazer o parto. Durante os nove meses, ela fez o pré-natal particular e, agora, por problemas financeiros, deseja que a cesárea seja feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por duas vezes, ela esteve na emergência do Hospital Regional São Paulo, com fortes dores e contrações, mas não pôde ser internada para o parto.

Confira, na íntegra, o relato da gestante:
“Todo o meu pré-natal eu fiz particular, mas agora, eu queria fazer pelo SUS, porque o gasto com a cesárea é grande (quase R$ 4 mil). As minhas consultas foram tranquilas e toda minha gestação eu passei com bastante infecção e, na terça-feira (17), por volta das 13h30min, eu fui na emergência do hospital. Fui muito bem atendida pelas enfermeiras, fizeram os exames. Fui medicada para dor, fiquei no soro e, no fim da noite, por volta das 20 horas, veio o médico Filappi (ginecologista), que conversou comigo, perguntando por que eu não conversei com minha ginecologista, por causa da infecção. Eu expliquei que tive infecção na minha gestação inteira e, como estava com muita contração, resolvi ir ao hospital, porque o neném poderia nascer. Ele me disse que não, que o bebê só poderia nascer quanto eu entrasse em trabalho de parto.

Eu ainda perguntei para ele se eu não entrasse em trabalho de parto, porque da minha primeira filha eu não entrei em trabalho de parto, não tive dilatação e ainda tive ela de 40 para 41 semanas e precisei fazer a cesárea. Se não for feita a cesárea, os batimentos do bebê começam a cair, o que chamam de sofrimento fetal.

Eu alertei o médico que não tinha dilatação, e ele me disse que não. Eu achava que podia ser atendida pelo SUS. Eu questionei, e ele me disse que eu posso ser atendida pelo SUS, desde que dê entrada no hospital em trabalho de parto, caso contrário tem que procurar a médica que fiz o pré-natal. Mas eu disse que eu não tenho dilatação, como aconteceu com minha primeira filha.

Eu fiz o pré-natal particular, porque eu tinha condições e tinha consciência de que poderia dar lugar para uma gestante que não tem condições. Mas agora, na hora de ter meu bebê, a situação financeira apertou e eu gostaria de ter pelo SUS, porque são quase R$ 4 mil.

Eu voltei no sábado (21), com dor, porque eu sempre tive contração, mas não dilatação. O clínico-geral, que me atendeu primeiro, chamou o ginecologista, porque ele achava até que eu estava em trabalho de parto. O médico veio, fez o exame de toque, disse que tava fechado e que eu poderia ir para casa e, se por acaso não nascer, quando estiver na 42ª  ou 43ª  semana eu volto no hospital, porque fim de semana eles atendiam somente emergência.”


Gestante está preocupada
Luciane estava, durante a tarde desta segunda-feira (23), preocupada e indignada por não ter recebido atendimento pelo SUS. Ela teme pela vida de seu bebê e, também, pela sua.

- Eu tenho medo, porque é preocupante se passar do tempo – conta.

Agora, Luciane conseguiu agendar para o começo da noite uma consulta com sua ginecologista, a qual acompanha durante nove meses e, em seguida, segue para o hospital, fazer a cesárea particular.

- Eu já marquei a consulta para o fim da tarde e, à noite, vou para o hospital. A minha indignação é que eu deixei um espaço para quem precisa, não fazendo meu pré-natal pelo SUS, mas agora, na hora de ter meu bebê, poderia fazer pelo SUS. Eu tenho a consciência de ter feito particular, dando oportunidade para outra pessoa. O hospital não vai perder por eu não ter feito o pré-natal pelo SUS – afirma a gestante, indignada.


HRSP comenta denúncia da gestante
A assessoria de imprensa do Hospital Regional São Paulo informou que a entidade mantém atendimento 24 horas com serviços de ginecologia e obstetrícia. Se os dois médicos que atenderam a paciente verificaram que ela não estava em trabalho de parto e não havia risco para a gestante e o bebê, achando correto liberar, agiram conforme suas condutas. O hospital reforça ainda que nesses casos a paciente pode procurar quantas vezes for necessário o atendimento, já que o serviço funciona sem interrupções.

A reportagem do TSX buscou contato com o médico Filappi em seu consultório, porém, ele estava em atendimento, com uma agenda lotada. A secretária informou que na próxima quarta-feira (25), quando ele está de plantão no hospital, o contato será possível.


Postado por: Leticia Faria

Banner NFE
Comente essa notícia
ALERTA: ao efetuar um comentário, o seu IP (Internet Protocol) será gravado e poderá ser utilizado para identificar o usuário que inseriu o mesmo.

Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor do comentário e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais do Portal Tudo Sobre Xanxerê.

Início
Tudo Sobre Xanxerê
Rua 7 de Setembro, 77, Ed. Matisse, Sala 01 - Centro
Xanxerê-SC / 89820-000
Fone: (49) 3431-0107
E-mail: contato@tudosobrexanxere.com.br