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Sex, 17/02/12 às 16:46 - Visualizações: 1851
A reportagem do TSX esteve, durante a tarde desta sexta-feira (17), com Oberdã Santos, que anunciou investimento de R$ 40 milhões em Xanxerê. Após a divulgação da notícia, que dizia que “Empresário de investimento milionário em Xanxerê é acusado de golpe no litoral de SC”, o empresário esclareceu algumas situações.
O encontro aconteceu no Center Hotel, onde Oderdã está hospedado há cerca de cinco meses. O investidor respondeu a todas as perguntas, sem deixar dúvidas. Confira, na íntegra, a entrevista.
Tudo Sobre Xanxerê: Quais as suas ponderações quanto à ação de despejo, feita em dois galpões, em Biguaçu?
Oberdã Santos: A maneira com que foi colocada (referindo-se à notícia) deu uma versão, não o fato em si. O fato é que uma das empresas do grupo teve realmente este problema, a ação de despejo, mas não por problema nosso e, sim, por problema do galpão e com alguns problemas pessoais e familiares, não entramos com processo e deixamos o galpão parado.
TSX: E a situação em que o advogado do empresário da grande Florianópolis comentou, em relação ao atraso de nove meses no aluguel?
Oberdã: Isso é história e cada um fala o que quer. Se a partir do momento que comunicou, falou que não estava e que o local não tinha condições legais de produção e qualquer outra coisa, porque agora esse empresário não pode nem alugar os galpões, está ilegal. O processo era para ser o contrário, era para a gente estar processando eles, onde montamos todo o processo e, por uma questão de saúde do nosso sócio, optamos por não mexer, porque ele teria que assinar e como estava em tratamento de câncer, achamos melhor deixar assim.
TSX: O advogado comentou também sobre uma pessoa, seu sócio, que entrou junto no aluguel dos galpões e, de repente, sumiu, o deixando sem dinheiro. Essa pessoa é um familiar, que faleceu?
Oberdã: Em janeiro do ano passado, o Zeno Agnoleto era o administrador do nosso negócio. Eu fazia as partes comercial e executiva. Ele teve um problema de saúde, descobrimos que ele tinha câncer em julho e ele faleceu em novembro. Foi um dos momentos mais difíceis pessoal, mas um momento de crescimento na dor, porque estou acostumado a levar pancada, mas alguns são muito fortes. Da gente não ter feito o processo e deixado algumas coisas a reveria (sobre o processo de despejo), foi uma opção pessoal, porque eu não poderia mexer em nome dele, transferir ou pegar uma procuração dele, porque seria no meu ponto de vista antecipar a morte dele, já que ele não sabia que tinha um câncer e que era terminal. A gente ficou tratando junto, até o última dia e isso causou alguns transtornos a nível de empresa, o que eu poderia ter feito diferente, mas achava que não deveria e estaria tirando dele a esperança de vida, de luta.
TSX: Com a ação de despejo, o empresário disse que o senhor tinha colocado tudo da empresa dentro de um caminhão e seguido para Xanxerê. Isso é verdade, o senhor mantém sua empresa em Biguaçu?
Oberdã: A nossa matriz é em Biguaçu, os cartões que distribui são de Biguaçu, o Carlos Colatto (secretário de Desenvolvimento Regional da SDR Xanxerê) esteve no nosso escritório em Biguaçu em julho do ano passado, o Valter (Della Picola) é um grande parceiro, que comprou a ideia e o projeto, onde ficamos meses em negociação. Se eu tivesse realmente tanto problema ou medo deles, jamais falaria de Biguaçu. Fui o primeiro a falar que estou lá. Não é verdade que colocamos tudo dentro de um caminhão e saímos de Biguaçu. É verdade que temos problemas, estamos de cabeça erguida e trabalhando, temos aqui um projeto de alguns anos para se construir.
TSX: A instalação da empresa do seu grupo em Xanxerê é fato concreto?
Oberdã: A única pessoa hoje que tem o direito de falar que a gente não deveria se instalar aqui, é aquela que foi eleita democraticamente pelo povo. Se o prefeito Bruno falasse que não queria que trabalhássemos aqui, eu estaria fora, porque ele representa o povo. Ele deixou claro para mim, hoje (sexta) de manhã que quer a empresa aqui, que apoia e que estamos juntos. Eu falei para ele que estou dentro, não saio, fico em Xanxerê e vou até o fim.
Os R$ 40 milhões de investimento para Xanxerê
Todo esse montante de dinheiro, que o investidor Oberdã pretende investir em Xanxerê, ele comenta que busca-se um projeto grande e, segundo ele, já foram aplicados na região Oeste catarinense quase R$ 3 milhões.
- Ninguém vê esse dinheiro, porque são projetos, são estudos técnicos e investimento com pessoal. Já temos dois imóveis alugados na cidade, onde já buscamos o terceiro. Temos ainda problema legal para abertura de empresa porque a burocracia no Brasil é gigante. Estamos aqui comprando empresa, carteira de clientes e estamos investindo. Os R$ 40 milhões vem em um investimento no período de quatro anos – explica.
O investimento inicia a partir da construção da área, que pretende ser iniciado logo que as documentações estiveram finalizadas.
- Já estamos nos instalando e até abril vamos estar funcionando e com o passar do tempo vamos investir os R$ 40 milhões e fazer Xanxerê crescer e eu quero crescer aqui – destaca o empresário.
Empresa de Oberdã vai estar na Femi 2012
As tratativas para a exposição da empresa do Grupo BR Santos na Festa Estadual do Milho já iniciaram e, o espaço será grande.
- Estou surpreso com o tamanho da festa, sabia que era bonita, mas não tinha noção do tamanho dela. A gente vai estar apresentando nossos projetos, produtos e nossa industrias. Estamos convidando alguns parceiros para estar aqui e, iríamos nos apresentar para Xanxerê e região durante a Femi, mas como a informação saiu de Florianópolis, tivemos que nos antecipar – conta Oberdã.
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(Texto: Leticia Faria e Pedro Colin)
Postado por: Leticia Faria
Fotos: Arquivo
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